A escuta especializada Cariacica passa a ser uma política pública oficial no município para garantir o acolhimento adequado de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. A regulamentação do procedimento foi publicada no Diário Oficial e tem como objetivo principal oferecer um atendimento humanizado, seguro e adaptado a cada faixa etária. Com essa medida, a rede municipal busca evitar a revitimização, impedindo que os jovens precisem repetir desnecessariamente o relato de suas experiências dolorosas.
Nota da redação: Para garantir a precisão e a sua segurança, esta matéria é revisada periodicamente pela nossa equipe. Novas informações e detalhes importantes podem ser acrescentados a qualquer momento.
A nova diretriz organiza os fluxos de trabalho entre os diferentes órgãos públicos e estabelece procedimentos claros de atuação. De acordo com a psicóloga forense e CEO da Captar Consultoria Pública, Miriam Frederico, a legislação prevê diferenças cruciais entre a revelação espontânea, a escuta especializada e o depoimento especial. A revelação espontânea acontece no cotidiano da criança, quando ela relata o ocorrido voluntariamente a um professor, motorista de transporte escolar ou profissional da saúde. Todos os trabalhadores da rede de proteção receberão treinamento para acolher esses relatos iniciais com a devida sensibilidade.
Já a escuta especializada, agora estruturada pela Prefeitura de Cariacica, é conduzida por profissionais capacitados para receber a narrativa, identificar os direitos violados e acionar imediatamente as medidas de proteção. O procedimento busca integrar os serviços de Assistência Social, Saúde, Educação, Segurança Pública, Conselho Tutelar e Sistema de Justiça, eliminando atendimentos fragmentados.
Escuta especializada Cariacica e a capacitação dos profissionais da rede
A implementação da escuta especializada Cariacica envolve etapas de planejamento intersetorial e formação continuada das equipes de ponta. Oficinas com representantes do Sistema de Garantia de Direitos (SGD) já foram iniciadas para criar o fluxograma de atendimento e o protocolo de atuação local, delimitando as responsabilidades de cada órgão desde a identificação do caso até o acompanhamento contínuo da família.
As etapas de formação técnica abrangem o seguinte cronograma de trabalho:
- Mapeamento dos serviços municipais e integração dos setores de saúde, educação e assistência social.
- Realização de oficinas para criação do protocolo e do fluxograma unificado de atendimento.
- Formação contínua de todos os servidores para o acolhimento correto da revelação espontânea.
- Capacitação técnica específica de 220 horas para os profissionais encarregados da escuta especializada.
É importante ressaltar que a escuta especializada difere do depoimento especial. Enquanto a escuta foca na proteção e no acompanhamento social da vítima na rede municipal, o depoimento especial é realizado exclusivamente no âmbito da Justiça e da Segurança Pública, como delegacias e fóruns, com a finalidade de produzir provas para processos criminais.
Proteção integral e fortalecimento da cidadania infantojuvenil
A estruturação dessa política pública representa um avanço importante na consolidação dos direitos fundamentais da infância e da juventude no Espírito Santo. A secretária municipal de Assistência Social, Danyelle Lírio, destacou que a iniciativa demonstra o compromisso ético da gestão com a dignidade dos jovens, preparando os servidores públicos para atuar com técnica e sensibilidade.
O investimento no treinamento específico de 220 horas para os técnicos encarregados da escuta garante que o poder público atue como uma rede de amparo efetiva. Ao estabelecer normas claras para o atendimento, o município assegura a privacidade das famílias, a agilidade no encaminhamento dos casos e o cumprimento das diretrizes nacionais de proteção à infância.
Ponto de vista
A implantação da escuta especializada em Cariacica é um marco fundamental para a proteção da infância e juventude no nosso estado, pois garante que crianças e adolescentes vulneráveis recebam um acolhimento digno e livre de traumatismos burocráticos.
Se você conhece alguma família que esteja passando por situações de violência com crianças ou precisa de orientação sobre como acionar os órgãos de amparo, a minha sugestão é procurar o Conselho Tutelar do seu município ou uma unidade do CRAS e CREAS de sua confiança. Compartilhe este conteúdo com educadores, líderes comunitários ou parentes para que mais pessoas saibam como a rede pública funciona e onde buscar ajuda. Você também pode salvar o link desta matéria em seu celular para consultar os telefones e canais de denúncia sempre que necessário.
Vale lembrar que a denúncia de violação de direitos infantojuvenis pode ser feita de forma totalmente anônima e gratuita pelo Disque 100 ou diretamente às autoridades policiais. Se preferir, procure a orientação de um advogado especialista em direito da família ou vá presencialmente a uma unidade de atendimento social para receber as primeiras instruções. O mais importante é espalhar a informação para que a nossa sociedade ajude a proteger a vida e a integridade de nossas crianças.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Luiza Medina / Senac-ES | Foto: Divulgação | Redação: Informe Capixaba


