A indústria no Espírito Santo em 2026 registrou o maior crescimento do Brasil no primeiro semestre, com uma alta impressionante de 20,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho colocou o estado capixaba no topo do ranking nacional do setor, superando com folga a média do país (+1,5%). Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta terça-feira (11) e compilada pelo Observatório Findes.
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Além da liderança no acumulado de janeiro a junho, o Espírito Santo também alcançou a primeira posição nas demais bases de comparação de longo prazo. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador apontou alta de 20,1% (contra apenas 0,7% do Brasil). Já no confronto entre junho de 2026 e junho de 2025, o crescimento foi de 12,2% (frente a 1,7% da média nacional), completando uma sequência de 14 meses consecutivos de avanços de dois dígitos.
Indústria no Espírito Santo em 2026 É Impulsionada pela Força do Setor Extrativo
O propulsor do avanço da indústria no Espírito Santo em 2026 foi o setor extrativo, que cresceu 32% no primeiro semestre. Esse resultado foi impulsionado pelo aumento da extração de petróleo e gás natural offshore e pela ampliação na produção de pelotas de minério de ferro pelas gigantes da mineração.
De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o estado produziu uma média diária de 244,7 mil barris de petróleo, representando uma alta de 46,4% frente ao ano anterior. O destaque no mar foi o Campo de Jubarte, beneficiado pela operação do navio-plataforma FPSO Maria Quitéria, além do início da operação no Campo de Wahoo. A produção de gás natural acompanhou a tendência e cresceu 69%. Já no setor minerário, a Vale produziu 10,8 milhões de toneladas de pelotas (+28%), enquanto a Samarco atingiu 7,7 milhões de toneladas (+8%).
Desafios e Recuperação na Indústria de Transformação
Enquanto a indústria extrativa acelerou o ritmo, a indústria de transformação acumulou retração de 2,8% no semestre.
Apesar do recuo semestral nos setores de celulose e alimentos, o segmento de transformação apresentou sinais de reação na passagem de maio para junho, subindo 3,5%. Esse movimento mensal foi alavancado pela fabricação de minerais não metálicos (+1,6%), atendendo à forte demanda da construção civil capixaba, que conta com mais de 19 mil unidades residenciais e comerciais em obras, segundo o Censo Imobiliário do Sinduscon-ES.
“Encerramos o primeiro semestre liderando o crescimento industrial do país, impulsionados pela força da indústria extrativa. Ao mesmo tempo, precisamos avançar na indústria de transformação, fundamental para agregar valor à nossa produção, atrair investimentos e gerar mais riqueza e oportunidades”, enfatizou Paulo Baraona, presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).

Indicadores do Primeiro Semestre:
- Crescimento Industrial do ES: +20,2% (1º lugar no Brasil).
- Indústria Extrativa: +32,0% (Petróleo, Gás Natural e Pelotas de Minério).
- Produção Diária de Petróleo: 244,7 mil barris/dia (+46,4%).
- Produção de Gás Natural: Alta de 69% no período.
- Indústria de Transformação: Retração de 2,8% no semestre, com alta de 3,5% no mês de junho.

Ponto de Vista
O expressivo resultado da indústria no Espírito Santo em 2026 reafirma a relevância estratégica do estado para o desenvolvimento econômico do Brasil.
A entrada em operação de novos ativos no ecossistema de petróleo e mineração gera um efeito multiplicador que movimenta a cadeia de suprimentos, atrai novos investimentos e fortalece as contas públicas.
O grande objetivo para a segunda metade do ano será consolidar políticas de incentivo para que a indústria de transformação acompanhe essa expansão, gerando empregos ainda mais qualificados e diversificando a matriz produtiva capixaba.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Anderson Barollo / Observatório Findes | Foto: Agência Petrobras / Divulgação | Redação: Informe Capixaba


