Comitê Gestor define diretrizes para selecionar soluções inovadoras para o agronegócio
O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura (Seag), deu um passo decisivo para modernizar o setor produtivo com o início do projeto Agroinventores. Com a realização do primeiro workshop estratégico em Vitória, o Comitê Gestor do Ecossistema de Inovação do Agro Capixaba reuniu instituições de peso para definir o cronograma e as macroetapas que vão transformar ideias em ferramentas reais para o produtor rural.
Nota da Redação: A iniciativa busca elevar a maturidade tecnológica de máquinas e equipamentos adaptados à realidade do Espírito Santo. Postagem: 10/04/2026 | Última Atualização: Agora
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Do laboratório para o campo: Foco em resultados reais
O grande diferencial do Agroinventores é o foco na praticidade. O objetivo principal é identificar e desenvolver cinco soluções tecnológicas, levando-as do estágio inicial até o ponto de comercialização e uso direto nas propriedades. Isso significa que inventores capixabas terão suporte técnico e financeiro para criar máquinas e implementos que aumentem a competitividade e a sustentabilidade das fazendas do estado.
O projeto utiliza recursos do Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia (Funcitec) e conta com a execução técnica do Instituto Senai de Tecnologia e da Inventta Consultoria. Segundo o subsecretário Michel Tesch, a integração entre governo, academia e produtores é o que permitirá o surgimento de soluções alinhadas às dores do campo, como a necessidade de mecanização eficiente em terrenos acidentados, típicos da nossa região.
É fundamental destacar que o Agroinventores não atua sozinho; ele faz parte de um ecossistema maior de inovação que envolve entidades como o Ifes, Ufes, Incaper e Sebrae-ES. A ideia é que essas cinco soluções selecionadas sirvam de modelo para o futuro do agronegócio capixaba, tornando-o mais escalável e atraente para novos investimentos, especialmente em um momento onde a tecnologia dita as regras do mercado global.
Modelagem de negócios e engenharia aplicada
A transformação de uma ideia em um negócio sustentável é o grande desafio que o Agroinventores pretende vencer. Naldo Dantas, da Inventta, destacou que a modelagem de negócios será rigorosa para garantir que as propostas sejam viáveis economicamente. Já Juliana Gavini, do Senai, reforçou que a engenharia aplicada será o motor para que os equipamentos sejam robustos e testados em condições reais de operação.
Com essa estrutura, o Espírito Santo se posiciona na vanguarda da inovação agropecuária, conectando o conhecimento científico das universidades com a experiência prática de quem vive do campo. O projeto Agroinventores é, acima de tudo, um investimento na inteligência capixaba aplicada à nossa maior riqueza: o agronegócio.
Muitas vezes, uma excelente ideia de um inventor capixaba morre no protótipo por falta de recursos ou de modelagem de negócio. O Agroinventores chega para mudar essa realidade, oferecendo recursos do Funcitec e o suporte de engenharia necessário para que a solução seja robusta e escalável. Participam do processo entidades como Ifes, Ufes, Nater Coop e Sebrae-ES, garantindo uma rede de apoio completa para os novos empreendedores do agronegócio.
Além disso, a iniciativa fomenta a criação de novos negócios no interior, descentralizando a inovação e gerando oportunidades em municípios que têm no café e na fruticultura sua principal base econômica. O foco em engenharia aplicada e modelagem de negócios sustentáveis assegura que o projeto não seja apenas uma entrega de governo, mas um legado de desenvolvimento tecnológico para as próximas gerações de produtores capixabas. Com o suporte do Senai e da Inventta, o Espírito Santo se consolida como um hub de soluções para o campo.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Leonardo Sales e Paula Pignaton / Seag | Foto: Divulgação SEAG | Redação: Informe Capixaba


