Com faturamento de R$ 6,3 bilhões no setor, presença de mulheres em cargos de liderança cresce e impulsiona inovação em cafés especiais e pecuária leiteira.
A força das mulheres no campo deixou de ser figurante para assumir o papel principal no Espírito Santo. Dados do Anuário do Cooperativismo Capixaba 2025, compilado pelo Sistema OCB/ES, revelam que o percentual de produtoras associadas cresceu para 13,7%, em um setor que movimentou impressionantes R$ 6,3 bilhões no último ano. Mais do que números, esse avanço reflete uma mudança estrutural: a ocupação de cargos de diretoria e gerência por mulheres subiu para 22,2%, consolidando a Liderança Feminina no Agronegócio como um pilar de sustentabilidade e resultados.
Exemplos de sucesso não faltam nas montanhas capixabas. Em Castelo, a produtora Edineia Pires Sartori conquistou premiações investindo em processos pós-colheita de café arábica. Já em Santa Teresa, Jarlete da Penha Sotelle desafiou o improvável ao produzir conilon especial em altas altitudes, tornando-se campeã nacional. Essas trajetórias mostram que a sensibilidade feminina, aliada ao rigor técnico, é a receita para elevar a qualidade do que é produzido em solo capixaba, fortalecendo a Inovação e Cafés Especiais no ES.
Referência Técnica na Pecuária Leiteira
A competência feminina também avança em áreas tradicionalmente masculinas, como a pecuária. A médica veterinária Juliana Maria Piassi, gerente de Assistência Técnica da Nater Coop, lidera projetos estratégicos como o “Leite Certo” e o “Clube da Bezerra”. À frente da gestão de qualidade da indústria de lácteos Veneza, Juliana personifica a nova era do cooperativismo: uma gestão colaborativa, organizada e focada em resultados sustentáveis. O crescimento de 260% no número de cooperadas na Nater Coop na última década é prova de que o sistema se torna mais humano e preparado para os Desafios do Mercado Global.
O Futuro do Campo é Cooperativo e Feminino
O agronegócio capixaba vive uma fase de ouro, impulsionada pela diversidade de visões. Quando mulheres como Juliana, Edineia e Jarlete ocupam espaços de decisão, toda a cadeia produtiva ganha em eficiência e resiliência. O cooperativismo não é apenas um modelo de negócio, mas uma ferramenta de inclusão que valoriza a competência acima dos estereótipos. O futuro das 25 cooperativas agro do estado passa, obrigatoriamente, pelo fortalecimento do papel feminino, garantindo que a tradição da terra siga de mãos dadas com a inovação tecnológica.
Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Marta Moreira/Sistema OCB/ES / Nater Coop | Foto: Divulgação | Redação: Informe Capixaba | Suporte: IA


