A balneabilidade da Curva da Jurema, em Vitória, virou alvo de uma polêmica grave após uma análise independente apontar altos níveis de contaminação. O deputado estadual Fabrício Gandini (PSD), presidente da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, pautou o tema para a reunião desta terça-feira (24), às 9 horas, exigindo explicações e providências imediatas.
Análise aponta contaminação 40 vezes acima do permitido
O exame microbiológico, contratado pelos vereadores Pedro Trés e Bruno Malias (PSB), foi realizado em três pontos entre a Praia da Guarderia e a Curva da Jurema. O laudo identificou a presença elevada de bactérias como Escherichia coli e enterococos, com índices que chegam a ser 40 vezes superiores ao limite estabelecido pela legislação ambiental.
“Esgoto lançado no mar coloca a saúde das pessoas em risco e pode configurar crime ambiental. Não podemos tratar esse assunto com normalidade”, afirmou Gandini. O deputado defende que os órgãos responsáveis iniciem uma investigação rigorosa para identificar a origem do descarte.
Os riscos à saúde dos banhistas e frequentadores
A presença de coliformes fecais na água não é apenas um problema ambiental, mas uma ameaça direta à saúde pública. Especialistas alertam que o contato com água contaminada pode gerar sérias complicações, especialmente em grupos mais vulneráveis.
Doenças comuns causadas por água contaminada
A exposição a esses microrganismos pode causar:
- Gastroenterites: Náuseas, vômitos e diarreia.
- Infecções: Problemas de pele, olhos e ouvidos (otites).
- Grupos de risco: Crianças, idosos e pessoas com imunidade baixa são os mais afetados.
Divergência entre laudo e Prefeitura de Vitória
A divulgação dos dados gerou um contraste direto com a posição oficial do município. O secretário municipal de Meio Ambiente, Tarcísio Föeger, afirmou em entrevista que a mancha escura avistada na água não seria esgoto, mas sim o resultado de intervenções técnicas em uma estação de bombeamento de águas pluviais.
Para o deputado Gandini, a contradição entre o laudo técnico e a fala da prefeitura reforça a urgência de transparência. “Quando um laudo aponta contaminação desse nível, não dá para minimizar. A população precisa de respostas e solução rápida”, concluiu.
Texto: Gleberson Nascimento/Foto Crédito. Assessoria parlamentar/ Processamento de dados: Suporte tecnológico de IA.


